Dados recentes do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e do Ministério da Saúde, mostram que o câncer de próstata já é o segundo câncer mais comum em homens, precedido apenas pelas neoplasias de pele não-melanomas. Pior do que isto é o fato que o câncer prostático hoje representa a segunda causa de mortes por câncer no Brasil, sendo superado apenas pelo câncer do pulmão. Houve um aumento na taxa de mortalidade por esta doença de 139% entre os anos de 1979 e 1999. Os principais fatores envolvidos com o aparecimento do câncer prostático são os fatores hereditários, a disfunção hormonal, as influências do meio ambiente e a ingestão de alimentos ricos em gorduras. Não existe até o presente momento, uma forma definitiva para a prevenção do câncer de próstata. Assim, é primordial o exame rotineiro da próstata (check-up da próstata) para fins de detecção precoce e tratamento curativo adequado. Na fase inicial do câncer prostático, praticamente não existe sintoma específico, o que muitas vezes contribui para o não comparecimento do homem ao consultório urológico para a realização do exame preventivo. Isto é muito importante, pelo fato de ser exatamente nesta fase que existe uma maior chance de cura com a instituição do tratamento apropriado. A cirurgia (prostatectomia radical) é o tratamento mais indicado mundialmente para o tratamento dos tumores em estágios iniciais, pois este método apresenta uma taxa de cura de cerca de 85% ao final de 10 anos de seguimento. A radioterapia pode ser realizada pelo método externo convencional ou pelo implante de sementes radioativas dentro da próstata (braquiterapia). Dados recentes mostram que a taxa de cura em 10 anos de seguimento com este método são de apenas 60-65%. A prostatectomia radical aberta é realizada através de uma incisão com cerca de 20cm que vai desde a cicatriz umbilical até próxima a base do pênis.
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| Resultado estético na cirurgia aberta para o tratamento do câncer de próstata |
Mais recentemente, esta mesma cirurgia tem sido realizada pela via laparoscópica (laparoscopia urológica) , obtendo resultados de cura iguais aos observados na cirurgia aberta, mas com grandes vantagens referentes ao grau de dor pos-operatoria, menor tempo de internamento e de retorno às atividades normais e melhor resultado estético, já que a laparoscopia é feita com algumas pequenas incisões (até 1cm) no abdome. Outra grande vantagem é a observação de melhores taxas de potência sexual pós-operatória com esta técnica, relatada por alguns autores, pois a laparoscopia aumenta a visualização das estruturas em torno de 20 vezes, facilitando assim a localização e preservação dos nervos que são responsáveis pela ereção peniana.
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| Resultado estético na cirurgia laparoscópica para o tratamento do câncer de próstata |