A cirurgia urológica minimamente invasiva significa a realização de cirurgias sem cortes na pele ou cirurgias com incisões cutâneas muito pequenas. Aqui estão englobadas as cirurgias endoscópicas ou endourológicas e as cirurgias vídeo-laparoscópicas.
Trata-se dos métodos mais modernos disponíveis em todo o mundo para o tratamento de diversas doenças urológicas, propiciando uma rápida recuperação pós-operatória, associada com um baixo nível de dor e de tempo de internamento, além de resultado estético excelente quando comparados com as mesmas cirurgias realizadas pelas antigas cirurgias realizadas com grandes incisões.
As cirurgias endoscópicas são realizadas com a introdução de aparelhos endoscópicos através da uretra (cistoscópio, uretrótomo, ressectoscópio e ureterorrenoscópio) ou através de uma incisão de apenas um centímetro na região lombar (nefroscópio). Suas principais indicações são para o tratamento da hiperplasia prostática benigna, estenoses de uretra, tumores de urotélio e finalmente para o tratamento dos cálculos urinários.
As cirurgias vídeo-laparoscópicas são consideradas as cirurgias que mais se desenvolveram na urologia nos últimos vinte anos. Tiveram um grande impulso após 1990 quando foi realizada a primeira nefrectomia laparoscópica pelo grupo de Clayman nos Estados Unidos e principalmente após 1996, quando foi publicada a primeira série de pacientes submetidos à prostatectomia radical vídeo-laparoscópica pelo grupo de Guillonneau na França. Suas principais indicações são para o tratamento das doenças benignas e malignas dos rins, da próstata e das glândulas adrenais.
Basicamente quaisquer doenças nestes órgãos que geralmente ainda são tratados através de cirurgias abertas com grandes incisões, podem ser tratadas através da via laparoscópica, obtendo resultados oncológicos e funcionais semelhantes e morbidade muito menor. As principais cirurgias realizadas pela via vídeo-laparoscópica são:
- Próstata: prostatectomia radical (câncer de próstata) e prostatectomia simples (próstatas acima de 80 gramas);
- Rins: nefrectomias simples (rins afuncionais), nefrectomias radicais e parciais (tumores renais benignos e câncer renal), nefrectomias do doador renal-vivo (transplante renal), decorticação renal (cisto renal), pieloplastia (estenose de junção uretero-pélvica), pielolito e nefrolitotomias (cálculos renais);
- Adrenais: adrenalectomias (tumores benignos e malignos da glândula adrenal);
- Ureter: reimplantes uretero-vesicais (estenoses e fístulas ureterais), ureterolitotomias (cálculos ureterais); dentre outras.
Urologia Avançada
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